Autora: Beatriz Dias

Business Analytics

Em junho de 2011, o Economist Intelligence Unit (EIU) disponibilizou um inquérito a 586 executivos, no qual apenas 1% dos inquiridos reportou não existir um aumento significativo dos dados bem como da sua complexidade face ao ano anterior na sua organização. Se pertence a esta minoria não precisa de se preocupar com esta temática.

Um meio fundamental para alcançar metas mais rigorosas e para crescer na sua área de negócio está na capacidade de focar a atenção e de acompanhar constantemente as tendências e mudanças do mercado. Em tempos nominados de crise há que acompanhar prioritariamente as tendências de mercado se pretende continuar a crescer e a evoluir no seu core business. 

A diferenciação da oferta das organizações de Tecnologia revela-se na capacidade constante de inovação da oferta de serviços como estratégia de sucesso. Uma organização que prima pela diferenciação positiva no mercado, junto dos seus concorrentes diretos, alavanca seriamente o sucesso do seu core business, quer no mercado nacional quer no mercado internacional. As empresas tecnológicas têm uma missão de caráter prioritário: inovar para competir e marcar pela diferença, não só em Portugal mas também nos restantes mercados.

Inovar e empreender requer um correto direcionamento da postura e da estratégia face ao que os especialistas em tendências de mercado observam, numa perspetiva futura. Os principais estudos de mercado apontam como grande tendência para o setor das Tecnologias de Informação (TI) em 2012, o apelidado fenómeno de Big Data, isto é, um conjunto de dados volumosos não estruturados que crescem exponencialmente permitindo definir os padrões de comportamentos e apoiando as aplicações analíticas de negócio. 

O conceito Big Data foi criado pelos analistas de mercado como forma de denominar o crescimento exponencial dos dados que as organizações precisam ou podem tratar, sempre com o intuito de extrair toda a informação útil que faculte uma crescente capacidade e rapidez no processo de tomada de decisão. Começou a ser propagado para alertar as organizações sobre a necessidade da adoção de uma estratégia de foco na avaliação, em particular dos dados não estruturados, que estão fora do controlo das TI.

AS 3 DIMENSÕES DO CONCEITO BIG DATA
Volume: O volume de informação que as organizações recebem diariamente com terabytes de dados (gerados por entidades financeiras, indústrias, redes sociais e outros dispositivos);
Velocidade: muitas vezes, os grandes volumes de dados têm de ser utilizados no modo em que fluem na empresa, a fim de maximizar o seu valor para o negócio;
Variedade: Grandes volumes de dados estendem-se para além de dados estruturados, incluindo dados não estruturados de todas as variedades: texto, áudio, vídeo, ficheiros de log e muito mais.

Para suportar estas três grandes dimensões surgem Appliances que permitem ter equipamentos pré-configurados para executar uma função específica dentro de um sistema. Estes equipamentos são baseados em produtos de software de uso genérico, porém otimizados para integrar somente os componentes necessários à sua aplicação-alvo. É o resultado da integração harmoniosa entre software e hardware.

A Appliance é a configuração rápida de um sistema de elevada disponibilidade e escalabilidade que permite a gestão de grandes quantidades de dados não tratados, assegurando o controlo dos custos das TI. O controlo dos custos é possível graças a uma fase prévia de integração de todas as componentes de hardware e software numa única solução Big Data, capaz de complementar os Data Warehouses das organizações. 

Estas Appliances irão permitir a minimização da redundância dos dados, uma análise da informação em tempo real que não era possível até agora devido à dimensão dos dados, e a construção de modelos analíticos flexíveis baseados em dados atuais e históricos do negócio, criados para as novas aplicações.
Serão estas as aplicações do futuro que irão resolver os desafios lançados pelo Big Data?

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