Autor: Miguel Anselmo

Process Improvement

Numa era de constante aceleração, inovação e concorrência, as organizações devem tornar suas operações preparadas de forma "inteligente", se quiserem afirmar-se e ter sucesso. Além disso, com o aumento da complexidade das sociedades modernas em todos os seus aspectos (sociais, empresariais, entre outros), as organizações devem-se preparar para lidar com novos desafios, entre os quais estão novas fontes de informação (ex.: redes sociais, sites colaborativos, entre outros) e volumes muito maiores de informação em relação ao passado, os quais influenciam os seus processos de negócio.

Este tipo de pressão têm inspirado o desenvolvimento de inúmeras estratégias de gestão, tendo cada uma o seu próprio conjunto de potencialidades e de benefícios, mas todos elas, em última análise dependem de melhoria provocada na velocidade, agilidade e da qualidade dainformação disponibilizada para as áreas de negócio. Em suma, da melhoria time-to-market e ROI (Return Of Investment).

Estes objectivos podem ser alcançados se as organizações empreenderem mudanças fundamentais nos seus processos negócio e nos sistemas de informação que lhes dão suporte, passando de uma lógica de resposta reactiva para proactiva. Um dos passos passa por tornar todos os seus processos de negócio mais “inteligentes”, através do novo conceito, intelligent Business Process Management (iBPM). Este conceito fornece a base para alcançar a excelência operacional e acelerar a inovação do negócio, através de uma melhor capacidade preditiva e de adaptação às mudanças do negócio.

Este novo conceito preconiza uma das tendências a verificar-se num futuro próximo no mundo das tecnologias de informação que será a expansão das plataformas de Business Process Management (BPM) ao incorporar as funcionalidades analíticas previstas pelo Business Intelligence (BI).

Este conceito preconiza que as organizações devem superar o gap tradicional entre o BI e BPM, ou seja a desconexão existente entre as aplicações de análise e os sistemas processos e de operação que funcionam nas suas organizações. Até agora tem existido poucas sinergias entre essas duas tecnologias (BPM e BI), sendo que esta ligação e o feedback contínuo trazem inúmeras vantagens para o negócio.

A relação tradicional entre BI e desenvolvimento aplicacional limita a eficácia de iniciativas de programas como o Service Oriented Architecture (SOA) e BPM. A maioria das organizações têm especialistas em BI, mas eles operam fora dos processos de negócios. O seu foco principal são as questões estratégicas, tácticas ou operacionais de longo prazo. Por outro lado, os programas de iniciativa BPM ou SOA focam-se na operacionalização das aplicações ou processos que suportam o negócio, os quais normalmente têm capacidades analíticas limitadas e com foco limitado sem uma visão geral da organização.

O modo como hoje se desenham os processos negócio (BPM), em especial a “tomada decisão”, que tem por base regras negócio (Business Rules Management System – BRMS- tecnologia que já faz parte da maioria das actuais suites BPM) especificadas para o efeito, implicam sempre uma intervenção manual. Para melhorar este ponto, iBPM usará dados históricos para analisar e identificar padrões e aplicará algoritmos de previsão para direccionar os processos, permitindo adequar os processos as alterações que possam existir no negócio de uma forma mais automática e com uma resposta mais rápida as alterações.

Considerando um conjunto de estudos efectuados por diversas consultoras mundiais, iBPM representará a próxima geração de plataformas BPM (iBPM Suites – iBPMS) incorporando os mais recentes avanços tecnológicos. Esta nova geração de plataformas BPM incluirá as tecnologias com análise em tempo real, tais como Complex Event Processing (CEP), Business Activity Monitoring (BAM) e outras funcionalidades que permitam reforçar a integração com a mobilidade, redes sociais e ferramentas colaboração.

O CEP terá o papel de identificar eventos significativos e/ ou correlacionar eventos que possam ter impacto nos processo de negócio, analisando o seu impacto através das ferramentas de análise de BI, podendo alterar ou “adicionar” regras de negócio (BRMS), possibilitando de algum modo “automatizar” as alterações aos processos para mantê-los em linha com o negócio numa lógica de melhoria contínua. O CEP representa a chave para o sucesso na adopção programas BPM. Já o BAM terá o papel de disponibilizar indicadores relevantes para o negócio, através da partilha de dados de forma mais ampla pela organização.

As organizações têm hoje a oportunidade de melhorar drasticamente a eficiência dos seus processos e operações, permitindo alavancar outros sistemas de informação existentes na organização como Legacy Systems, ERP ou Data Management.

As principais software houses, já estão posicionar-se para apanhar este “tendência”, como IBM, Progress, Tibco, Oracle, FICO, e muito outros que já estão a combinar Process Management e Decision Management para obter Intelligent Processes.