Autor: Luís Santos

Business Analytics

A pressão quotidiana em explorar dados analíticos e obter deste exercício uma vantagem estratégica está no seu auge por uma razão óbvia: o futuro económico está a tornar-se incerto e gerir a incerteza passa por analisar muitos dados.

Estima-se que pela internet já existam mais de três mil milhões de utilizadores1 e cada um de nós está a produzir e disponibilizar mais informação do que nunca. É consensual que geramos quantidades colossais de informação e, individualmente, conseguimos filtrar a que mais nos interessa em cada momento, mas em larga escala, como entender e filtrar a informação interessante para podermos aprender e descobrir o que realmente interessa? Como definir e encontrar o que tem valor?

Machine learning é a ciência da computação que nos promete ajuda nesta matéria. Consiste na implementação, definição e aplicação de algoritmos avançados na pesquisa de informação em padrões e comportamentos aparentemente escondidos, através da elaboração de sistemas capazes de analisar e aprender de forma bastante célere aquilo que as pessoas demorariam muito mais tempo a encontrar ou aprender. Este ramo da inteligência artificial subdivide-se em três categorias: aprendizagem supervisionada (quando a informação está caracterizada, como um dicionário, por exemplo), aprendizagem não supervisionada (quando a informação não tem qualquer identificação, como uma gravação podcast numa qualquer língua) e aprendizagem reforçada (quando se aprende com a informação através de inúmeras iterações a fim de encontrar/refinar uma estratégia)

O grande objetivo em aplicar algoritmos de machine learning como uma plataforma de análise passa pela identificação de padrões nos dados que não têm qualquer ligação óbvia ao que era previamente conhecido.

A diferença entre a exploração analítica convencional e esta mais avançada, na qual se incluem algoritmos de machine learning, reside no facto da primeira ser orientada pelo ser humano ao passo que a segunda é aberta e funciona em piloto automático.

Mergulhar num imenso oceano de dados em busca do tesouro indefinido é um exercício de autodisciplina e requer que o ser humano se limite à construção do algoritmo que faz a exploração. Esta é uma grande e séria mudança de mentalidade em relação ao processo de exploração, ou seja, conscientemente confiar nos resultados apurados pela máquina.

Está preparado para esta mudança?

Publicado em: http://portal.i9magazine.pt/machine-learning-lupa-do-futuro/