Autor: Johann Andersen 

Development

O contexto tecnológico está em constante mudança. De um dia para o outro temos acesso a novas tecnologias que visam alterar os hábitos de vida, tanto dos aficcionados por gadjets como do consumidor comum.

Na semana passada, a Nokia afirmou que está preparada para a tecnologia Near Field Communication (NFC) e que, inclusive, já está a realizar em Portugal demonstrações que envolvem operadores e developers. Apesar desta tecnologia ainda ser desconhecida da maioria dos consumidores, certamente não tardará muito para que esta realidade dê uma volta de 1800. Para quem ainda não está a par do assunto, o NFC é uma tecnologia de identificação por rádio-frequência que facilita a comunicação entre campos de curta distância, o que possibilita que dois dispositivos comuniquem entre si sem fios. Na prática, temos dois dispositivos activos que necessitam de uma fonte de energia para gerar campos de rádio frequência, sendo que os dados são transferidos via modulação.

A tecnologia NFC permite aplicações incontáveis. Imagine aproximar a máquina fotográfica da televisão e poder visualizar as fotos da máquina no ecrã, e não só. Imagine pôr o seu tablet junto à impressora e imprimir o documento visualizado em segundos. Além do carácter inovador que representa, o NFC tem outras variáveis como dar início à comunicação entre dois dispositivos, permitindo depois que estes comuniquem através de outras tecnologias, como o bluetooth ou o Wi Fi.

Parece-me que esta é uma realidade cada vez mais próxima. Uma das tecnologias que promete revolucionar o mercado é a possibilidade de fazer pagamentos pelo telemóvel. Em Portugal, desde 2008, que esta tecnologia tem vindo a ser testada. Aliás, a rede de transportes públicos de Lisboa já utiliza esta tecnologia nos seus bilhetes e as operadoras de telemóveis portuguesas já firmaram acordos para possibilitar pagamentos por NFC. Gigantes como a Google, Visa e Mastercard também mostram interesse pelo pagamento através do NFC. Uma das questões que têm sido levantadas é a segurança. Foi assim com o internet banking e também será assim com a NFC. Porém, com a comunicação por campos de curta distância, o suposto ladrão necessitaria de estar a uma distância de 15cm do seu telemóvel enquanto você realiza o pagamento para que consiga captar alguma informação.

De acordo com a Juniper Research prevê-se que em 2014 um em cada cinco smartphones terão suporte de tecnologia NFC e, em 2016, a Europa deverá movimentar cerca de 20% das receitas geradas pela tecnologia, totalizando um valor de 23 milhões de dólares. Com este cenário, muitas empresas estão a preparar-se para fornecer produtos e serviços com base neste negócio promissor.

No mercado tecnológico assim como em qualquer outro mercado, ser pioneiro pode fazer toda a diferença. Já pensou como o seu negócio poderá usufruir desta tecnologia? 

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