“Uma boa empresa incentiva positivamente os seus colaboradores e estimula o seu desenvolvimento pessoal”, afirma Rui Reis, Diretor Executivo da Mind Source, que em entrevista à Revista Pontos de Vista abordou o prémio “Best Workplace 2019”, conquistado pela marca e as estratégias usadas pela Mind Source para captar os melhores talentos e assegurar o crescimento da marca.
Uma das vossas maiores premissas são as pessoas que dão corpo à Mind Source, prova disso é o prémio “melhor ambiente de trabalho” atribuído pela Great Place to Work. Como é trabalhar na Mind Source?
Trabalhar na Mind Source não se explica, vive-se. É a junção de ingredientes-chave que, combinados entre si, tornam a Mind Source num Great Place to Work. O principal ingrediente é sem dúvida o nosso capital humano, acreditamos que está na base para o sucesso da empresa. Citando os nossos Talentos, “Trabalhar na Mind Source é levantar todos os dias com vontade de ir trabalhar”. É este o sentimento que procuramos ver nas nossas pessoas, que reflete realização profissional e só é possível com um bom ambiente de trabalho.
Na sua opinião, nos dias de hoje o que é trabalhar numa “boa empresa”?
Uma boa empresa incentiva positivamente os seus colaboradores e estimula o seu desenvolvimento pessoal. Atrai, retém e desenvolve o talento de cada um. É liderada por profissionais que dão o exemplo e que dão autonomia, responsabilidade e confiança a todos os membros da sua equipa.
Não é apenas um conjunto de valores e missões, mas sim um local onde existe transparência, comunicação, gestão individual de carreiras e reconhecimento. O papel das chefias torna-se cada vez mais importante nos dias de hoje. “People leave managers not companies”, por isso é cada vez mais importante que as chefias liderem pelo exemplo e que tenham a capacidade de motivar as equipas.
As empresas que lideravam a lista eram sobretudo empresas de serviços e de tecnologias? Esta é uma coincidência?
Não é uma coincidência que as empresas de serviços e de tecnologias figurem entre as 25 melhores empresas para trabalhar. São empresas onde o capital humano é o ativo mais valioso. Nestas empresas, a relação entre a satisfação dos colaboradores, na empresa e na função, é indissociável da qualidade do serviço prestado aos clientes. Por este motivo, as empresas destes sectores têm bem presente a atração e retenção de talento na sua estratégia de negócio.
Apesar desta realidade ser mais evidente nestes setores, o aumento de produtividade e resultados é transversal a todas as empresas através da implementação de boas práticas que visam melhorar o ambiente de trabalho e a satisfação dos seus colaboradores. Seria interessante começarmos a ver empresas de outros sectores a seguirem o exemplo e integrarem o ranking do Great Place to Work.
A retenção de talento tem sido um desafio para vocês?
É um desafio para todas as empresas, principalmente deste sector, no entanto, temos conseguido diminuir o turnover nos últimos anos, através de um posicionamento muito próprio que nos distingue dos outros players do mercado. Num setor onde a procura de profissionais de IT cresce a uma velocidade superior à oferta, o caminho para a atração e retenção de talento passa pela diferenciação das práticas e por oferecer um ‘Great Place to Work’ a todos os que fazem parte da empresa.
Que estratégias adotam para que os “talentos” escolham ficar?
As melhores estratégias para reter um colaborador envolvem um plano de carreira e formação contínua. Aspectos como a remuneração e a flexibilidade de horário, são igualmente importantes, o que nos permite reforçar a ideia de que, tanto para atraír, como para reter, devemos assegurar ao Talento um futuro tangível na organização.
O ‘emprego para toda a vida’ não é uma realidade nos dias de hoje. Existem também motivos pessoais, alheios à empresa, que obrigam o Talento a sair e a explorar novas realidades. Quando assim é, deixamos sempre uma porta aberta, para que possam regressar. No fim de contas, é uma escolha e nós queremos que os nossos Talentos escolham a Mind Source a cada dia, por isso fazemos disso a nossa missão. É um desafio contínuo trabalhar para dar resposta às ambições dos nossos talentos.
O papel dos líderes é igualmente importante. O engagement e o poder de contágio são características obrigatórias nestas figuras, tal como a ambição perante o êxito e o fracasso e, por fim, a confiança que depositam no trabalho da sua equipa, dando-lhes espaço para crescer com liberdade.
Implementar estratégias de forma a tornar a empresa mais atrativa para os seus colaboradores é uma tarefa simples? Porquê?
É desafiante. Tentamos sempre compreender as motivações e objectivos dos nossos Talentos e concretizá-los ou, pelo menos, ajudamos a dar o primeiro passo. Há vários aspectos tangíveis que são atraentes para os colaboradores, mas é o propósito e a perspetiva de um trabalho interessante que determinam a sua permanência.
Quando a empresa completou dez anos remodelaram a marca e apresentaram uma nova imagem. Perante o mercado, como foi recebida a mudança?
Em 2017, a Mind Source comemorou o seu 10º aniversário que ficou marcado pelo rebranding da marca. Perante o mercado, esta mudança foi percecionada como uma evolução natural que espelhou a inovação que os nossos clientes e parceiros acompanharam ao longo dos 10 anos de existência da marca. A essência da marca prevaleceu, destacando a importância das partes no todo - as nossas pessoas, clientes e parceiros continuarão a ser sempre o nosso foco.
A inovação tem sido uma constante na Mind Source, o que já vos valeu em 2016 o Prémio Inovação. O que implica estar em constante inovação?
O prémio SAS Inovação 2016 deveu-se ao desenvolvimento do serviço inovador de reports legais, “Legal Reports on demand”, desenhado para instituições bancárias e creditícias e que advém da diretiva CRC 5G (Central de Responsabilidades de Crédito) do Banco de Portugal, uma diretiva que sucede o AnaCredit do Banco Central Europeu.
Inovar é liderar. Para estarmos na crista da onda da inovação temos de conhecer bem o mercado para anteciparmos as suas necessidades e, posteriormente, ter a agilidade para desenvolver serviços inovadores.
Mas não é apenas no portfólio de serviços que as empresas inovam. A inovação acontece todos os dias, tanto nos processos como nas soluções para os desafios diários. É preciso ter um mindset orientado à mudança ágil e à inovação. É um mindset que se cultiva top-down, para que seja criado um ambiente propício ao desenvolvimento de soluções diferenciadoras.
Num mercado tão competitivo, onde tudo parece já ter sido inventado, de que forma podem as empresas distinguir-se? Qual é a estratégia da Mind Source neste sentido?
A nossa prioridade estratégica é oferecer aos nossos colaboradores o melhor ambiente para que possam desempenhar as suas funções. Alimentamos uma cultura de engagement para impulsionar a satisfação e aumentar a produtividade. Ouvimos, estamos próximos e promovemos a comunicação bilateral.
Para além de solidificar o ADN da Mind Source internamente, tentamos sempre que os nossos colaboradores tenham tempo para eles e para a sua família, trabalhando uma temática cada vez mais falada: work-life balance.
O principal erro das empresas é implementar práticas que são tendência, mas que não se adequam à cultura da empresa. One size, doesn’t fit all – esta é uma frase que caracteriza bem a cultura Mind Source, compreendemos que cada Talento é único. Cada Talento tem motivações e ambições diferentes e cabe à empresa criar o espaço para que o colaborador possa crescer com a empresa.
Rui Reis
Executive Director da Mind Source
Publicado in Pontos de Vista

21/04/19, 00:00
Trabalhar na Mind Source não se explica, vive-se!
Entrevista, Cultura Mind Source
Trabalhar na Mind Source não se explica, vive-se!
“Uma boa empresa incentiva positivamente os seus colaboradores e estimula o seu desenvolvimento pessoal”, afirma Rui Reis, Diretor Executivo da Mind Source, que em entrevista à Revista Pontos de Vista abordou o prémio “Best Workplace 2019”, conquistado pela marca e as estratégias usadas pela Mind Source para captar os melhores talentos e assegurar o crescimento da marca.
21 de abril de 2019








