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Entrevista

Colaboradores primeiro: o segredo do verdadeiro engagement nas organizações

A Mind Source conta à RH MAGAZINE que o engagement vai além da satisfação: depende de objetivos claros, reconhecimento constante e de uma cultura que valoriza o colaborador como um todo. Quando alinhados, estes fatores aumentam produtividade, retenção e compromisso com o sucesso da empresa.

30 de março de 2019

A Mind Source conta à RH MAGAZINE que o engagement vai além da satisfação: depende de objetivos claros, reconhecimento constante e de uma cultura que valoriza o colaborador como um todo. Quando alinhados, estes fatores aumentam produtividade, retenção e compromisso com o sucesso da empresa.

Preocupa-se tanto com a satisfação e retenção dos seus colaboradores como se preocupa com a satisfação dos seus clientes? Se não o faz, devia.

Os colaboradores acabam por ser os primeiros clientes. Esta é uma realidade ainda mais vincada em organizações B2B, onde a cultura interna da organização influencia invariavelmente a qualidade do serviço prestado.


Mas como atingir elevados níveis de satisfação e baixos níveis de turnover? Engagement é muito mais do que satisfação e felicidade, é também compromisso e envolvimento. Não há engagement sem satisfação e felicidade no trabalho e na função, mas esses dois ingredientes não chegam.


A missão da organização deve estar ligada aos objetivos de cada colaborador. É claro que é importante fomentar o espírito de equipa e a entreajuda, no entanto não podemos esquecer o indivíduo. Como podemos saber se estamos a fazer bem o nosso trabalho e ter o sentimento de dever cumprido se não temos objetivos definidos? Cada função deve ter uma clara job description com as principais tarefas, objetivos e responsabilidades. Desta forma, cada colaborador tem a perceção de como o seu desempenho contribui para o cumprimento dos objetivos da organização.


O reconhecimento com base no cumprimento de objetivos bem definidos contribui para o compromisso com o sucesso da organização. Todos queremos ter reconhecimento e valorização por um trabalho bem feito. Nada é mais motivador do que sentirmos que somos valorizados, mas não basta o momento anual de avaliação.


Há também que reconhecer que existem fatores externos à organização que não podemos controlar. Estes fatores vão certamente influenciar o engagement dos colaboradores. A ideia de que temos duas esferas – a esfera pessoal e a esfera profissional – e de que estas esferas são mutuamente exclusivas, como água e azeite, é irrealista à luz da sociedade atual. Temos de olhar para o colaborador como um todo e a realidade é que há momentos em que estas duas esferas se cruzam e a flexibilidade de horário entra como um fator preponderante para a realização pessoal e profissional.


Quando uma das esferas não está realizada, a outra ressente-se. Se soubermos ser compreensivos com situações extraordinárias que ocorram na esfera pessoal, acreditamos que os colaboradores também irão ser cooperativos em situações extraordinárias na esfera laboral como deadlines de entrega apertados. Apenas colaboradores com elevados níveis de engagement irão “dar o litro” porque sentem o sucesso da empresa como seu.


Os benefícios de elevados níveis de engagement são claros: aumento de produtividade e de retenção e diminuição do risco de burnout. Em suma, talentos que se sentem valorizados e que têm objetivos bem delineados vão ter melhor performance e vão permanecer mais tempo consigo.


Rui Reis


Executive Director da Mind Source


Publicado in RH MAGAZINE

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30/03/19, 00:00

Colaboradores primeiro: o segredo do verdadeiro engagement nas organizações

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