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Como implementar um AI Recommendation Model

Atualizado: 11 de dez. de 2025


A adoção de modelos de recomendação baseados em Inteligência Artificial (IA) tornou-se um dos caminhos mais eficazes para personalizar experiências, aumentar conversões e melhorar a eficiência de processos digitais. No entanto, implementar um AI Recommendation Model de forma eficaz exige muito mais do que integrar um algoritmo pronto ou ativar uma funcionalidade numa plataforma. 


O verdadeiro impacto surge quando existe um processo estruturado, dados preparados e uma visão clara sobre como o modelo vai gerar valor para o negócio.

 

O que é essencial para iniciar a implementação 

Antes de avançar para a componente técnica, é fundamental garantir que existem condições mínimas que suportem um modelo de recomendação funcional e escalável: 

  • Maturidade mínima de dados - Não é preciso ter um ecossistema de dados perfeito, mas é crucial ter dados acessíveis, estruturados e com consistência. O modelo só será tão bom quanto a qualidade e variedade da informação que recebe. 


  • Fontes de dados fundamentais - Dependendo do caso de uso, um Recommendation Model utiliza normalmente três grupos de dados: 


  1. Comportamentais (navegação, interações, cliques); 

  2. Transacionais (compras, histórico de utilização);

  3. Catálogo ou inventário (características dos produtos, serviços ou conteúdos). 

Quanto mais ricos e coerentes forem estes dados, mais robustas serão as recomendações. 


  • Infraestrutura que permita teste, integração e escala - Não implica uma arquitetura complexa, mas é necessário garantir que o modelo pode ser treinado, versionado, testado e integrado nos sistemas existentes (como websites, apps ou ferramentas CRM). 


  • Equipa multidisciplinar - A implementação combina competências técnicas e de negócio. Em regra, envolve perfis de data science, engenharia de dados, produto e áreas comerciais ou operacionais. 

 

Os tipos de dados que suportam recomendações inteligentes 

Para que o modelo compreenda utilizadores, contextos e preferências, é importante alimentar o sistema com dados representativos e atualizados. 

1. Dados do utilizador e comportamento: Mostram interesse, intenção e padrões. São essenciais para recomendações relevantes. 

2. Dados de catálogo: Permitem ao modelo compreender características, atributos e relações entre itens. 

3. Dados contextuais: Localização, momento do dia, dispositivo, campanhas em curso ou sazonalidade. 

4. Dados de performance: Taxas de clique, conversão e engagement são fundamentais para ajustar o modelo ao longo do tempo. 


O mais importante: não é necessário começar com todos. Muitas empresas iniciam com dados transacionais e comportamentais, evoluindo gradualmente. 



Metodologia de implementação: uma framework prática 

Para garantir resultados consistentes, recomendamos uma abordagem faseada, que reduz riscos e acelera o time-to-value. 

Fase 1: Definição de casos de uso prioritários 

  • Escolher um desafio concreto, mensurável e com impacto direto no negócio: personalização no e-commerce, recomendação de conteúdos, cross-sell, priorização de leads, entre outros.  Evita dispersão e permite resultados rápidos. 

Fase 2: Mapeamento e preparação dos dados 


  • Identificar as fontes disponíveis, avaliar a qualidade e preparar dados para treino do modelo.  Muitas vezes esta é a fase mais crítica — e onde se ganha grande parte do sucesso futuro. 


Fase 3: Desenho do modelo 


  • Aqui são avaliadas diferentes abordagens, como filtering, modelos híbridos, embeddings ou modelos baseados em deep learning.  Sem entrar em detalhes técnicos, o objetivo é escolher a abordagem que melhor se adapta ao volume, à diversidade e à dinâmica dos dados. 


Fase 4: Piloto e validação 


  • Implementar num ambiente controlado para aferir métricas, testar hipóteses e ajustar parâmetros.  Nesta fase, é comum testar vários modelos e comparar resultados. 


Fase 5: Integração com sistemas e canais 


  • A recomendação tem de ser apresentada ao utilizador no momento certo e no lugar certo. Web, app, notificações, campanhas de marketing, assistentes digitais - tudo deve ser orquestrado. 


Fase 6: Monitorização e melhoria contínua 


  • Modelos de recomendação não são estáticos. É essencial acompanhar métricas de negócio, atualizar dados e ajustar o modelo para evitar degradação de performance. 

 

Boas práticas 

  • Começar pequeno e escalar rapidamente - Um caso de uso bem definido é preferível a um projeto demasiado ambicioso. 

  • Combinar métricas técnicas com métricas de negócio - Um modelo excelente pode falhar se não gerar impacto real em receita, engagement ou eficiência. 

  • Integrar regras de negócio - Nem todas as recomendações podem ser deixadas ao algoritmo (ex.: stock, prioridades comerciais, segmentação). 

  • Testar continuamente - Testes A/B são essenciais para validar impacto e identificar derivações. 

  • Manter práticas de personalização ética - Transparência e respeito pelo utilizador reforçam confiança e aumentam engagement

 

Erros comuns que as empresas devem evitar 


  • Escolher casos de uso demasiado vagos ou amplos. 

  • Usar apenas dados históricos e ignorar contexto. 

  • Implementar sem considerar a experiência do utilizador. 

  • Falta de alinhamento entre equipas técnicas e de negócio. 

  • Avançar para produção sem piloto nem monitorização contínua. 


 

Como medir sucesso num modelo de recomendação 

Uma avaliação eficaz combina três dimensões: 

1. Métricas de negócio 

Receita gerada, aumento de conversões, retenção, diminuição de churn

2. Métricas de modelo 

Precisão, cobertura, diversidade, relevância temporal. 

3. Métricas de experiência 

Taxas de clique, interação, satisfação do utilizador, abandono. 

Uma medição bem desenhada permite melhorar o modelo de forma contínua. 

 

O que aprendemos em projetos reais 

A nossa experiência mostra que cada setor beneficia de padrões diferentes, mas a lógica é transversal: melhores dados + iteração contínua = melhores recomendações. 

Implementar um AI Recommendation Model é estruturar um processo que combina dados, estratégia e experiência do utilizador. As organizações que seguem uma abordagem faseada, medem impacto e evoluem o modelo de forma contínua são as que obtêm resultados consistentes e sustentáveis.  

 

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Fale connosco e descubra como podemos ajudar a implementar modelos de recomendação alinhados com os seus objetivos, processos e contexto tecnológico. 

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