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Low-code solutions no contexto enterprise

A pressão para entregar software de forma mais rápida e eficiente é hoje uma realidade transversal a organizações de média e grande dimensão, com ecossistemas tecnológicos complexos. Equipas de IT enfrentam backlogs persistentes, sistemas legacy intricados e uma procura crescente por soluções digitais internas, num contexto de escassez de talento especializado. É neste cenário que as low-code solutions ganham relevância. 


Para decisores executivos, a questão central não é a rapidez prometida por estas plataformas, mas sim como integrá-las numa estratégia de software development sem comprometer arquitetura, governance e evolução futura.

Este artigo enquadra o papel do low-code, clarificando onde cria valor e quais os principais trade-offs a considerar. 



Porque o low-code se tornou relevante em contexto enterprise 


O interesse crescente em low-code resulta da convergência de desafios estruturais que muitas organizações enfrentam: 


  • Dificuldade em responder atempadamente às necessidades internas 

  • Aumento da complexidade aplicacional 

  • Necessidade de eficiência operacional 

  • Limitação na capacidade de escalar equipas técnicas 


Neste contexto, low-code surge como uma resposta pragmática, capaz de acelerar iniciativas específicas, desde que utilizado com critério e alinhamento estratégico. 



Low-code tático vs low-code estratégico 


A diferença mais relevante na adoção de low-code não está na tecnologia, mas na forma como a organização decide utilizá-la. 


Uso Tático 

  • Aplicações internas simples, automação de processos ou prototipagem rápida. Foco na velocidade e resolução de problemas imediatos, com impacto limitado no ecossistema tecnológico. 


Adoção Estratégica 

  • Low-code integrado na estratégia de software development, com alinhamento arquitetural, standards definidos e governance clara. Permite que soluções evoluam de forma controlada ao longo do tempo, complementando o desenvolvimento tradicional de forma consciente. 



Onde o low-code tende a gerar mais valor 


O valor do low-code é mais consistente quando a rapidez de entrega tem prioridade sobre personalização extrema ou complexidade técnica. Exemplos incluem: 


  • Digitalização de processos internos e fluxos operacionais 

  • Aplicações de suporte ao negócio, aumentando eficiência das equipas 

  • Front-Ends e extensões sobre sistemas core, reduzindo alterações no backend 

  • Validação rápida de novas iniciativas antes de investimentos mais estruturais 


Nestes contextos, low-code acelera a entrega mantendo controlo técnico e evitando alterações desnecessárias em sistemas críticos. 

 


Trade-offs que devem ser considerados 


Uma abordagem madura reconhece que a agilidade obtida implica compromissos: 


  • Rapidez vs. flexibilidadeLow-code acelera a entrega, mas pode limitar personalizações profundas em cenários complexos. 

  • Simplicidade Inicial vs. escalabilidade futura – Aplicações rápidas podem exigir reavaliação à medida que crescem em volume ou criticidade. 

  • Produtividade vs. dependência tecnológica – Plataformas abstraem complexidade, mas criam dependência do fornecedor e dos seus modelos de evolução. 

  • Autonomia vs. controlo organizacional – Maior facilidade de desenvolvimento exige reforço de governance para evitar fragmentação, riscos de segurança ou inconsistências de dados. 


Estes trade-offs evidenciam a necessidade de decisões informadas, alinhadas com a estratégia de software development


Governance como elemento estruturante 


Sem governance, low-code tende a gerar um ecossistema paralelo de aplicações, difícil de manter, integrar e evoluir. O ganho inicial de rapidez pode rapidamente transformar-se em fragmentação aplicacional e perda de controlo técnico. 


Com governance adequada, low-code torna-se escalável e previsível, equilibrando autonomia das equipas com controlo arquitetural e operacional. Na prática, isto implica: 


  • Critérios claros de utilização – Definir que tipos de aplicações podem ser desenvolvidas em low-code e quais seguem desenvolvimento tradicional. 

  • Modelo de responsabilidades bem definido – Clarificar quem desenvolve, valida, mantém e responde pela evolução das aplicações. 

  • Alinhamento com standards de integração, dados e segurança – Garantir que soluções low-code respeitam os princípios arquiteturais do restante ecossistema tecnológico. 


Este enquadramento cria condições para que a utilização de low-code seja consistente, sustentável e estratégica. 


A nossa experiência 

Na nossa experiência, o sucesso das low-code solutions depende menos da plataforma escolhida e mais do enquadramento estratégico. Quando integradas numa visão clara de software development, permitem acelerar iniciativas sem comprometer a sustentabilidade da arquitetura aplicacional. 


 

Está a avaliar como integrar low-code na sua estratégia de software development? Fale connosco para explorar como aplicar esta abordagem de forma segura e alinhada com os seus objetivos de longo prazo. 

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