Modernização de aplicações enterprise com low-code
- martacazenave7
- 6 de jan.
- 2 min de leitura
Em muitas organizações enterprise, a modernização de aplicações não acontece através de substituições completas, mas sim por evolução progressiva. Sistemas críticos continuam a suportar o negócio, enquanto novas necessidades digitais surgem à sua volta, exigindo interfaces mais modernas, maior agilidade e melhor integração.
Neste contexto, low-code surge como uma forma pragmática de modernizar aplicações existentes, criando novas camadas funcionais e melhorando a experiência de utilização, sem intervenções profundas nos sistemas core.
Modernizar não é substituir
Um dos equívocos mais comuns na modernização aplicacional é assumir que evoluir significa reescrever ou substituir sistemas existentes. Na prática, a maioria das organizações procura:
Prolongar a vida útil de aplicações críticas
Melhorar usabilidade e eficiência operacional
Reduzir dependência de desenvolvimentos complexos
Preparar o portefólio para futuras evoluções
Low-code enquadra-se bem neste modelo incremental, funcionando como uma camada de modernização sobre sistemas existentes, em vez de uma alternativa total ao desenvolvimento tradicional.
Onde o low-code é mais eficaz na modernização
Em programas de modernização aplicacional, low-code tende a gerar mais valor quando aplicado a componentes específicos do ecossistema:
Interfaces de utilizador – Renovação de experiências digitais sem alterar lógica de negócio existente
Camadas de orquestração – Consolidação de processos que envolvem múltiplos sistemas
Extensões funcionais – Adição de novas capacidades a aplicações legacy
Automação de fluxos operacionais – Redução de tarefas manuais e dependências informais
Estas utilizações permitem modernizar de forma visível e rápida, mantendo estabilidade nos sistemas mais críticos.
Low-code como ponte entre passado e futuro
Em vez de criar ruturas, low-code pode funcionar como elemento de transição entre aplicações legacy e arquiteturas mais modernas. Ao criar novas aplicações ou extensões sobre sistemas existentes, torna-se possível:
Isolar complexidade técnica
Reduzir pressão sobre equipas de desenvolvimento tradicional
Introduzir novas práticas e padrões de forma gradual
Facilitar futuras iniciativas de modernização mais profunda
Esta abordagem é particularmente relevante em organizações com portefólios extensos e dependências históricas difíceis de eliminar num único ciclo.
Manter coerência no ecossistema aplicacional
Mesmo em iniciativas de modernização, é essencial garantir coerência técnica e funcional. Aplicações desenvolvidas em low-code devem integrar-se naturalmente com o restante ecossistema, respeitando princípios de arquitetura, dados e segurança já existentes.
Quando este alinhamento existe, low-code contribui para simplificar o portefólio, em vez de o fragmentar, apoiando uma modernização progressiva e controlada.
A nossa experiência
Esta abordagem tem sido aplicada em contextos enterprise para apoiar programas de modernização aplicacional, permitindo renovar interfaces, automatizar processos e criar extensões sobre sistemas existentes, sem comprometer a estabilidade dos sistemas core nem a coerência do ecossistema tecnológico.
A modernização de aplicações enterprise é um percurso contínuo, feito de decisões incrementais. Low-code pode apoiar esse percurso quando usado como uma ferramenta de evolução, e não como uma substituição indiscriminada de sistemas existentes.
Está a avaliar como modernizar aplicações na sua organização de forma progressiva e alinhada com o seu ecossistema atual? Fale connosco para explorar como as soluções de low-code podem apoiar nesse caminho.




